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Sociofobia

Somos seres pensantes
Porém somos seres errantes
Meros nômades vagantes
Porém ao que é nosso, vigilantes

Ainda que somos tão galantes
Sem as mãos no volante
Ainda que somos esses gigantes
Perante aos não-amantes

Antes que ele se levante
Observa o seu instante
Se dia está de certo, radiante,
Ou, bastante relutante

Abraça-se em seu constante
E torna-se o ser mais irritante
Por se achar tão importante
Mas será sempre, o estudante

Não sabe de nada, é muito arrogante
Não pede pra nascer, esse que é visitante
Não pede pra morrer, nosso navegante
Confusão sempre vista em seu semblante

Há vezes em que eu sinto fúria de pessoas...
Por simplesmente terem nascido, como pessoas!

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