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Pode vir outra Tempestade!

Suor frio
Senti um arrepio
Ecoa ao rio
Ventos, assovios

E eu, que nem amo mais
Me perdi num pântano
Lembrei como era ter paz
Aos prantos e orando

Tirei toda força de minhas reservas
Recuperei toda luz em minhas trevas
Burlei todas as leis das suas regras
Naveguei contra o vento e sem velas

Pode vir outra Tempestade, que eu aguento
Só me deixe aproveitar um pouco dessa breve e tão leve bonança
Pode vir outra Tempestade, que eu aguento
Só me deixe recuperar alguma porcentagem de minhas esperanças

Não sou de ferro, mas eu não sou covarde
Então é sério, pode vir outra Tempestade!

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