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Teatro de Serenata

O ritmo tocou mais que a poesia em si
E os olhares soaram mais que o acorde em dó
Ré, Sol, maiores e menores a fazer sentir
Sem ti, mi, mim, pronome gaguejado, sem voz

Cantei a saudade e o saudosismo
Gritei em silencio contra o ceticismo
Só queria em meu peito seu ritmo
Em egoísmo, mecanismo de abismo

O que eu sentia e não o que sentimos
Não era mais uma resposta automática, era o sim
Deixei de lado por ti, todo o idealismo
Não era mais uma proposta matemática para mim

Apesar de toda soma, multiplicação e divisão
Era só o que eu queria toda manhã e em minha visão
Toda noite em meus ouvidos e nossa oração
Uma vida inteira feita dessa canção vinda do coração

Beijos com gosto de café e janta
Aquele abraço apertado que o corpo não se levanta
Amor que ninguém mais garanta
Aquela paz que nos liberta de todo o nó na garganta

Nos faz de nós mesmos
E não desse nós à esmo

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