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Plutônio

O que é fácil na vida de um homem?
Às vezes nem o seu respirar é
E estão nas lembranças que somem
O preço de pensar, pulsar, ter fé

O expediente do pedinte
Nas entranhas do suor, vapor e Sol
Invisível ao seu convite
Sem cadarços, sem nós, morrer só

Pode me esperar, que eu quero estar na chuva
E pode testemunhar e assim desabafar pra Lua

Olha, não vou mentir
Que muito eu senti, por muito passei
Que o tanto que sorri
Foram minhas lágrimas que mascarei

E não é de se esperar
Quando algo te acertar pelas costas
Nem tudo passa pelo olhar
Que sem perguntar, fica sem resposta

Então começa a sangrar...

O nosso sentimento é como o plutônio que ocorre
Assim que se desestabiliza, estremece e explode

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