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Prefácio de Coexistência (Rascunho)

As nuvens nos provam
Que vemos
Apenas aquilo que nós
Queremos

A criança foge da realidade
Criando um outra ou rabiscando
E os jovem pintam a cidade
De cinza, degradê, degradando

E é no ópio do ser pensante
Em sapiência, loucura e ceticismo
Colisões diárias e ofegantes
Entre as curiosidades e o cinismo

Que está a obra de arte surrealista
Vinda de um poeta já desapaixonado
Em cores vivas que nos dão pistas
Que nós deixamos e somos deixados

Tudo tem fim e um círculo não tem sentido
Apesar das suas voltas, nada volta
Tudo há de vir em vinculo à mais um ciclo
Reciclo de notas, valor que se nota

Do preço ou da canção
E o valor de quem não tem
Do receio ou da reação
E o sabor do que não vem

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