Pular para o conteúdo principal

Diminutas

Intervalos temporais
De tempestade e vendavais
E tem mais, se distrai
O semitom se denota eficaz

Dos corações saudosistas
De mentes futuristas
Nesta vida somos turistas
Em olhares realistas

Não quero alguém que me faça esquecer de todo o meu passado
Mas sim, alguém que me tire da solidão que me prende lá
Não quero estar só por estar e sim no meu universo inexplorado
Escuro sem o Luar do céu, galáxia-quarto à se contemplar

Decorações e dementes
Algo soa reluzente
O artista foi inteligente
D'alma transparente

Às vezes o poeta nem falava de amor, mas interpretaram assim
Não era a angustia ou o terror, mas ele teve um triste fim
A tragédia e a comédia estão nos olhares, nas peças de marfim
A beleza na morte que não se vê, vira dó, lá, bemol em si

Onde tudo são reciclagens
E vêm em embalagens
De ferrugens em ferragens
Garrafas nas margens

Sem mapas do tesouro, mas sim, pedidos de Socorro!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Fé renascida

Dizem que para dar o primeiro passo é preciso coragem E que para seguir em frente é inevitável e necessário ter disciplina Que se quiser continuar subindo, é essencial ter bagagem E que é indispensável ter concentração para continuar lá em cima Sou filho da mudança, da fé e do tempo  No caminho de um lutador que sonha com a utópica justiça  Sou concentrado, mas nem sempre atento Peço proteção contra a inveja e invisibilidade perante a cobiça No quarto, tenho quadros de heróis que não existem  No fone. playlists separadas por sentimentos e não estilo Fui inspirado nas histórias daqueles que insistem Não parei de desenhar, apenas mudei traços e requisitos Eu não assinei contrato com algum demônio Mas com os santos que vocês domonizaram Peço conselhos às bruxas que vocês queimaram E leio as cartas dos ciganos que expulsaram  E eu que que achava que era esquizofrenia As vozes na minha cabeça eram intuição, instinto O passado que não vivi na presente ironia Destino escrit...