Pular para o conteúdo principal

Meio Céu

Estamos em movimento
Mas nossas órbitas não colidem
De horizontes e templos
Onde nossas forças comprimem

Imagina o contato
E qual seria o tamanho do impacto?
Desastre imediato
Será que estamos sendo sensatos?

Vejo nas superfícies
Cores que não estão em seus solos
Índices de planícies
Perspectivas de abraços sem colos

Seguimos no ritmo das batidas
Mas às vezes paramos quando estamos acelerados
Seguimos de cicatrizes e feridas
Mas às vezes paramos para sentir essa dor calados

Gritamos alto ao nosso mundo
Fazendo nossa tempestade silenciosa
E levantamos castelos e muros
Somos absolutos em orações e prosas

Perdidos no poder do que achamos que é nosso
Apenas sorteamos cartas em meio aos destroços

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Fobias

As energias são intensas
E as colisões, imensas
As estradas são extensas
De quedas e sentenças

Não importa a quem pertença
Os olhares são a diferença
Podem ser a cura ou a doença
Entre ceticismos e crenças

Apenas vemos aquilo que queremos enxergar
Só vamos para onde nós queremos chegar
Só voltamos para onde nós queremos regressar
Somos zonas de conforto, a se acostumar

Sem confrontos quando queremos paz
E talvez a paz seja esse cegar
Onde há medo, você nunca vai lá e faz
Inerte e não inerente, vai alugar

Vai gastar, não gostar, se degastar...
E assim, não chegar a nenhum lugar

Soropositivo

Não finja ser feliz, apenas seja
Liberte-se do que lhe causa tristeza
Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

Não finja nada que não seja teatral
A arte de purificar e elevar o astral
Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

Essa de amor próprio até que parece difícil
Mas é mais simples do que observar o precipício
Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
Nunca saberá, se não tentar ver
E... Quantas chances terá para ser mais?
Nunca saberá, se não tentar ser