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Vozes

Não venha me dizer que foi em vão
Não venha me dizer que perdeu seu tempo
Não venha me dizer que tudo acabou
Que foram tudo, suas loucuras de momento

Não venha me dizer que perdeu sua fé
Que ninguém dá valor ao que nós fazemos
Não venha me dizer que seguirá a maré
Que não tem mais forças pra usar os remos

Não venha me dizer que está tudo uma bosta
Que nada se movimenta e que não recebe mais proposta
Se onde você vai, você encosta, você se esgota
Que não sabe mais a resposta, que seu Deus não mostra

Não cansa de culpar o Universo por seus passos
Por seus lapsos e seus colapsos?
Não cansa de culpar o Universo por seus traços
Por seus cadarços desamarrados?

Falsas histórias retas em linhas tortas
Se não abre sua mente, como quer que se abram portas?
E se a cada missão dada, você aborta
Não se preocupa e acha mesmo que alguém se importa?

Anotei cada voz em minha mente
E me desprendi dessas correntes...

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Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Fobias

As energias são intensas
E as colisões, imensas
As estradas são extensas
De quedas e sentenças

Não importa a quem pertença
Os olhares são a diferença
Podem ser a cura ou a doença
Entre ceticismos e crenças

Apenas vemos aquilo que queremos enxergar
Só vamos para onde nós queremos chegar
Só voltamos para onde nós queremos regressar
Somos zonas de conforto, a se acostumar

Sem confrontos quando queremos paz
E talvez a paz seja esse cegar
Onde há medo, você nunca vai lá e faz
Inerte e não inerente, vai alugar

Vai gastar, não gostar, se degastar...
E assim, não chegar a nenhum lugar

Liberdade Abraço

Nossa liberdade é cantada e feliz
É o adeus de quem quer ir
É o orgulho de dizer - Eu que fiz
É respirar pra tudo e sorrir

A liberdade é saber que há o bem e o mal
Que todo formato diferenciado é mais que igual
Que a realidade do próximo é teu surreal
Que é tudo tão assimétrico, mas nada é acidental

A liberdade é aquilo que você acredita ser o melhor
Mas também pode ser abrir os olhos e ver o que há de pior
A liberdade é entender toda a beleza que há no suor
As curvas que ela faz em sua vastidão ou em seu pormenor

Posso falar de tantos sinônimos que chegarão ao que acredito ser liberdade
Mas adoro ouvir seus antônimos onde nos abraçamos e matamos a saudade

A Liberdade em um Abraço
Me faz lembrar o quão forte é esse laço
Mesmo longe em cada passo
O quão forte me desmorono, me desfaço

Em total recuperação...