Pular para o conteúdo principal

Vozes

Não venha me dizer que foi em vão
Não venha me dizer que perdeu seu tempo
Não venha me dizer que tudo acabou
Que foram tudo, suas loucuras de momento

Não venha me dizer que perdeu sua fé
Que ninguém dá valor ao que nós fazemos
Não venha me dizer que seguirá a maré
Que não tem mais forças pra usar os remos

Não venha me dizer que está tudo uma bosta
Que nada se movimenta e que não recebe mais proposta
Se onde você vai, você encosta, você se esgota
Que não sabe mais a resposta, que seu Deus não mostra

Não cansa de culpar o Universo por seus passos
Por seus lapsos e seus colapsos?
Não cansa de culpar o Universo por seus traços
Por seus cadarços desamarrados?

Falsas histórias retas em linhas tortas
Se não abre sua mente, como quer que se abram portas?
E se a cada missão dada, você aborta
Não se preocupa e acha mesmo que alguém se importa?

Anotei cada voz em minha mente
E me desprendi dessas correntes...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...