Pular para o conteúdo principal

Desbossa

Quantas vezes eu já sofri em dias lindos
E quantas vezes já sorri em um dia cinza e frio?
Quando foi que eu deixei tudo sombrio
E era mais fácil acreditar que eu fosse o vazio?

Foram noites em claros e tardes cansativas
A insônia vinda em fantasmas de lembranças vivas
Os sonhos se tornaram pesadelos e eu fugia
As forças se tornaram medo e eu não me reconhecia

Quantas vezes já passei por tudo isso e eu ainda estou de pé?
Quantas vezes falaram para eu seguir um outro caminho?
Quantas vezes depreciaram e colocaram em dúvida minha fé?
Quantas vezes eu me agarrei em rosas cheias de espinhos?

Foram noites em claros e tardes cansativas
Mas eu me reergui, superei e superarei outras tentativas
Os sonhos não são mais pesadelos hoje em dia
As forças se tornaram enredo e o passado mera nostalgia

Eu era apenas o caos antes de procurar me encontrar...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...