Pular para o conteúdo principal

Calos bem hidratados

Sou frio e calculista por fora
Com o meu peito completamente destroçado
Tento me remendar ao agora
E estou sem energias para um sorriso forçado

Hoje em dia eu costumo sair sozinho
Os meus nãos estão cada vez mais frequentes
Às vezes em desculpa, às vezes vazios
Na utopia do presente, na distopia do ausente

Entenda, eu faço o que quero e vou onde eu tenho vontade
Pois cansei de ceder a quem não tem sede de reciprocidade

Sou frio e calculista por fora
Mas acredito que o tempo demora muito e aí ele passa rápido
Fico confuso do silêncio à sonora
Meus pensamentos deixaram de ser tóxicos e hoje são ácidos

O despertar é algo que você faz depois de acordar
Tem muito mais no horizonte que um belo por do Sol
Você lava o rosto para se sentir disposto a embalar
Ser seu maior presente, se sentir ponte e ser um Farol

Entenda, eu faço o que quero e vou onde eu tenho vontade
Pois cansei de ceder a quem não tem sede de reciprocidade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...