Minhas lágrimas fertilizaram o vazio
E eu que achei que estava plantando essa tristeza
Colhi amadurecimento diante ao frio
Frutos de insônia, ansiedade, soluços e incertezas
Entrei nas minhas profundezas
Me deixei levar pelas correntezas
E pude conhecer minha beleza
Fui eu e meu ser em toda a pureza
Não foi fácil, minhas lágrimas não se secaram ainda
Eu amo quem se foi, mas não com aquela mesma intensidade
E reaprendi, pois nem tudo é para sempre nessa vida
Nós sonhamos, abraçamos e os planos tem prazo de validade
Mas eu não deixei as minhas convicções de lado
Nutri elas de conhecimento e melhor que isso, autoconhecimento
Vou onde tenho curiosidade ou me sinto conectado
Aos poucos meus passos vão se firmando e vão se refortalecendo
É, com o tempo eu vou me tornando alguém que eu desejo ser
Parei nessa altura aqui, um e setenta, mas não deixei de crescer
Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...
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