Pular para o conteúdo principal

No Caminho...


Perto de mais para olhar nos olhos
Fraco de mais para apertar a mão
Surdo de mais para que possa te ouvir
Roco de mais para falar em vão

Distante de tudo, mas sem seus passos nulos
Cúmulos noturnos de convívio com o escuro
Cigarros e vinho do rapaz parado e sozinho
Pensando nos sentidos desse universo infinito

Sentado na calçada, talvez olhando para o nada
Esperando por ninguém, ou, quem sabe alguém...
Nunca irá saber e como é de mero extinto
Observou rápido, sorrindo e já foi saindo

Ele tinha cartas nas mangas e livros para ler
Mas não mostrou magia e sabedoria para entreter
Nada mais importava enquanto o vento soprava
A fumaça voava enquanto tudo apenas passava...

Cabisbaixo e esperando o tempo rodar
Para voltar pra casa, jantar e se deitar

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...