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Um dia há de mudar!

Clássica injuria confusa em músicas da industria irrenovável
Maçante surto lúcido de um público desagradável
Não respeitam o futuro desse mundo com poucos frutos
E nós apenas de luto por um único maluco...

Que sempre soube o que dizer e um dia veio a falecer
Contos de inverno e um cérebro de um célebre intérprete
Febre de lebres, antes alegres que não sabem para onde correr
E cordeiros que não sabem o que fazer, nem onde se esconder

Latidos hoje finitos, porem gravados ao serem celebrados
Fracassados que lamentam e não aumentam o seu legado
Não iriam suportar serem meros soldados, estão sem guerrear
Muita fé e pouca batalha desses canalhas que preferem se calar

Ficção e fixação pela ilusão diária dessa pobreza fabricada
Insólita, falida e demasiada, antes mesmo de ser crucificada
País que deseja de janeiro a janeiro, fevereiros e dezembros
Alienados e otários alucinados com seus escapulários...

Entendam, não é uma menção à igreja e sim à musica brasileira
De hoje em dia, que fique bem claro...  (14/03/2012)

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