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A Melhor Cicatriz

Seja qual for a sua saudade,
Suportar é o que dói.
Ao ser preenchido de verdade,
Aquilo que te corrói.

Será a melhor cicatriza à existir,
Será o melhor motivo para sorrir.

E eu só espero que o seu dia cinza,
Seja aquele mais iluminado.
Espero que entenda todas as frases,
Que estão no sentido figurado.

Que tente não se aborrecer,
Não queira ter todos longe, nem ao menos por perto.
As pessoas costumam dizer,
Que está dando errado, quando está dando tudo certo.

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Corvos e Corujas

O som das garças e da lagoa
Dos galhos ao vento que ressoa
O som das vozes vem e ecoa
E do passo, que na grama entoa

Sou meus delírios e deixo minha nave seguir
Sem gravidade, apenas o vácuo e sua escuridão
Sou o meu colírio e me desequilibro ao sorrir
Refletido em sombras, concretos e a imensidão

Sou pequena parte de quem nem passou por aqui
Mas deixou suas palavras serem como rios
Fluviais que correm como se não tivessem o fim
Mas cortam as pedras de um coração febril

Sou um labrador com a cara pra fora da janela
Corro atrás de bolas e bicicletas
Destruo os seus chinelos, bebo água das vielas
E observo as suas saídas secretas

Sou todas as vidas por onde andei
Sou cada rabisco que desenhei
Sou todas as canções que eu cantei
E sou os devaneios que sonhei

Nessa noite, ao som de corvos e corujas
Onde o silencio limpa e desenferruja
No espaço vazio, a nossa alma mergulha
Onde podemos lavar toda roupa suja

Simples assim, com um olhar
Simples assim, com um sonar

Maturando Solidão

O som das máquinas, da chuva e dos carros
No ranger das portas, nos galhos e nos pássaros
A luz que passa em silêncio e sussurros do vento
O pulsar dos sentimentos, seus passos descendo

São fantasmas em pensamentos, são passados em devaneios
As lágrimas em acolhimento e os sorrisos guardam meus segredos

Empurram seus móveis, abafam as suas brigas
Expulsam os hóspedes e escondem suas feridas
As crianças que correm, sujam os pés e as camisas
E os velhos dormem para evitar a fadiga

São fantasmas em pensamentos, são passados em devaneios
As lágrimas em acolhimento e os sorrisos guardam meus segredos

O som baixo da TV, um braço não mais dormente
O vazio a crescer, o laço em desapego indiferente
Os pés no braço do sofá e o meu pescoço todo torto
Abro os olhos devagar, me sinto detido e ao mesmo tempo solto

Piegas

Eu vi em seus olhos
Os caminhos que me levam
Dimensões, universos
E sentidos que me carregam

Senti vontade de mergulhar
Descobrir suas escuridões
Senti vontade de te encantar
E cantar as belas canções

Montar um álbum de novas fotos
Para folhear futuramente
Juntar a louça, lavar nossos copos
Envelhecer eventualmente

As tristezas saem
Nos levam a ver E as estrelas caem
Nos levam a crer

Um Sol em Marte
E um céu estrelado de interior
Uma praia do Norte
E algumas viagens ao exterior

Te chamei pra sair
E eu saí de mim
Te chamei pra sorrir
E não queria fim

E hoje eu canto algumas canções de um amor piegas
Canções que normalmente deixam as pessoas cegas...