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Monumentum

Você finge que nada te aflige,
Se suprime de todo caminho íngreme.
Dirige, tem sonhos e se exige,
Ouve vermes falando o que não existe.

Você com um nó na garganta,
Espera o despertador e se levanta.
Faz as preces para sua santa,
E acha que colhe tudo que planta.

Terra de ninguém
E mesmo assim, te levam tudo.
Terra de poréns
E você, trancado em seu mundo.

Aqui jaz sua Lapide,
Sua idade e sua imagem...

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