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Rotina dos Infelizes

Um mundo de falsidades,
Onde ser rude, é ter sinceridade.
Queremos a eternidade,
Quando vemos chegar a idade.

A chuva vem leve,
Mas eu sei que não será breve.
Onde o sono leve,
Antes que um som te desperte.

Do sonho que se esquece,
Ao edredom que te aquece.

A chuva se parece com o ninar da canção,
O pai e a sua benção.
O frio que esquenta a tentação e a oração,
Faz a prece da direção.

Vira pro lado e diz,
Sem o medo da sentença.
Que minutos à mais,
Não vão fazer diferença.

Lava o rosto e come correndo,
Depois diz que o seu dia foi corrido.
Aí abraça o seu próprio veneno,
Depois diz que o mundo foi vendido.

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