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Cidadão Estatística

Filhos do vício
Entregues ao precipício
Desde o início
Gira, pira, então, um tiro

Já viu como são as favelas de uma novela?
No mundo real, várias mães ascendem velas

Dizem que foi de bala perdida
Mas foi certeira, na direção de quem já não tinha saída
Um rapaz de vida tão sofrida
De um sistema farmacêutico que não cicatriza sua ferida

Te faz parar e apenas ameniza
Te faz viajar em uma falsa brisa

Há farmácia em todo lugar
Basta apenas escolher com o que desejará se dopar
Pode entrar em qualquer lar
Só cabe a você o querer, o poder ou o se preocupar

A história é verídica
Mais um cidadão estatística
De físicas e químicas
Pena de morte sem jurídica

Não foi, nem fez parte de suas notícias populares
Mas foi mais um, dos muitos de todos os lugares

Refém de uma tática
A paz que não é colocada em prática
Refém da matemática
Mais um número da subtração apática

Cidadão estatística
Criado pela ausência política
E uma falsa polícia
Que não aceita duras críticas

Nosso comum acordo é acordar cedo
E ainda assim sermos vítimas do medo

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