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Anjos e Lobos

Promissor ao assombro-vento
Um sussurro aos não atentos
Murmúrios de olhares sedentos
Abrir a porta torna-se segredo

A abonança invade a tempestade
Os uivos são das almas que buscam a liberdade
E o som dos anjos em voracidade
Vem sem velocidade em resumo de infelicidade

O cântico Céltico aos céticos
Em um santico Dântico, sintético
O âmbito romântico, profético
No hábito satânico de ser poético

Não é de agora essa aurora
É de outrora e vem lá de fora
A metamorfose em metáfora
Chuva que chora sem demora

Ambulante e cigano de onde mora
Ser raiz onde a sua inspiração assopra
Relutante sem engano onde aflora
E aqui ou ali, na vocação que provoca

Pacto que invoca
Junto a anjos e lobos
Ato que convoca
Junto a santos e loucos

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