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Passageiro (parte 2)

Talvez em alguma rua da Lua
Ou sei lá, em alguma parte Marte
Onde não se recua, perpetua
Onde a Arte tem o seu estandarte

Nós voltamos a declarar todo o amor a criação
Nossa criança cheia de giz e lápis nas mãos
Fecha seus olhos e sorri ao acalanto da canção
Nossa criança cheia de sonho e imaginação

Sem escolta
A poesia volta
Toma nota
Refaz sua rota

E não são apenas as vozes externas
São também divindades internas
E não são só as restaurações eternas
São também as opiniões diversas

E de versos em versos
Te mostro o meu Universo
Meus mundos e insetos
Os meus vulgos e excetos

De silencio em silencio, as costas
Em aspas, de uma nova proposta

Aos Argonautas no Planeta Água
Astronautas no Planeta Terra
Cosmonautas no Planeta Magoa
Bionautas no Planeta Guerra

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