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O Olhar de Lata, não Dilata

Eu não reconheço mais em ti
A pessoa que eu conhecia
Cheia de suas vãs filosofias
E encapuzada nas teorias

Talvez não enxerguei
Do que os seus olhos realmente se enchiam
Talvez nem apreciei
Pois eles nada pareciam e apenas pereciam

Em um vazio que nada preenchia
E nem ao menos desejava ficar, ou, estar cheio
Fez de seus afazeres mera afasia
E na hora de correr, pisava fundo, mas no freio

Suas poesias eram sobre as tristezas e nada mais
Agora se chama Saudade, deixou de ser a Nostalgia
E seu recolhimento é uma eterna busca pela paz
Agora reclama com a verdade - Cadê minha Utopia?

Trocou seu personagem que sorria, por um de pura melancolia
Seus movimentos são inércia e não mais energia
Trocou o personagem cheio de empatia por um cheio de apatia
Seu olhar agora tem muita indiferença e agonia

Foi diamante, foi ouro, foi prata e agora é só lata
Só espero que essa corda, não seja sua gravata

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