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Crusca

E esse perfume que chega junto ao som
Nas imagens, na memória do que ainda não existe
E esse ambiente transtornado, transitório
Transformando as conversas antigas no que reside

O que era comodo, cheio de ideias tortas
Agora é simplesmente insignificante
Na verdade, creio que nada mais importa
Além da espera de um novo instante

Na pressa de que o tempo não passe
Futuras fotos na estante e gavetas de meias abertas
Na pressa de que o tempo não passe
Aquecidos no lençol de suor e no chão, as cobertas

Quero não procurar mais
E quero pertencer mais
Quero nunca perder, mas
Eu quero proteger mais

Então, mudam-se as formulas e os formatos da manifestação
(Patético)
O que nunca muda é essa eterna explosão de infinta munição
(Romântico)

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