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Entre Infames Romances e Notícias Populares

Vivemos entre os infames romances e notícias populares
Mas a sua missão não é ser grande e sim de somar junto aos bilhares
Bares de esquina, igrejas, centros, praças e outros lugares
Teu ego te faz cego ao seu redor e te encarrega ao centro dos olhares

Muitos querem ser maiores do que aquilo que pregam
Mas há uma diferença enorme entre palavras e atos, muito banal
No fundo se acham o novo messias, então se entregam
Jogam as suas merdas faladas em ventiladores, em rede nacional

Se matar e roubar é pecado, por que continuam?
Vivem da gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba
Se fortalecem da pobreza e por que continuam?
Pregam a humildade, mas humilham com a máscara da nobreza

Queria muito estar escrevendo uma poesia de amor
Pelo menos
Mas as vezes a fúria me consome com o pior sabor
Do veneno

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    Conde

    Tem gente que prefere um amor para se ferir
    Do que estar só
    E tem gente que prefere pensar apenas em si
    Do que ter um nós

    E quem somos nós pra dizer o que é bom
    Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

    Eu demorei muito para poder entender tudo isso
    Que não preferimos a solidão
    Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
    É a prioridade em suas mãos

    Fobias

    As energias são intensas
    E as colisões, imensas
    As estradas são extensas
    De quedas e sentenças

    Não importa a quem pertença
    Os olhares são a diferença
    Podem ser a cura ou a doença
    Entre ceticismos e crenças

    Apenas vemos aquilo que queremos enxergar
    Só vamos para onde nós queremos chegar
    Só voltamos para onde nós queremos regressar
    Somos zonas de conforto, a se acostumar

    Sem confrontos quando queremos paz
    E talvez a paz seja esse cegar
    Onde há medo, você nunca vai lá e faz
    Inerte e não inerente, vai alugar

    Vai gastar, não gostar, se degastar...
    E assim, não chegar a nenhum lugar

    Soropositivo

    Não finja ser feliz, apenas seja
    Liberte-se do que lhe causa tristeza
    Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
    Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

    Não finja nada que não seja teatral
    A arte de purificar e elevar o astral
    Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
    Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

    Essa de amor próprio até que parece difícil
    Mas é mais simples do que observar o precipício
    Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
    Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

    E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
    Nunca saberá, se não tentar ver
    E... Quantas chances terá para ser mais?
    Nunca saberá, se não tentar ser