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Entre Infames Romances e Notícias Populares

Vivemos entre os infames romances e notícias populares
Mas a sua missão não é ser grande e sim de somar junto aos bilhares
Bares de esquina, igrejas, centros, praças e outros lugares
Teu ego te faz cego ao seu redor e te encarrega ao centro dos olhares

Muitos querem ser maiores do que aquilo que pregam
Mas há uma diferença enorme entre palavras e atos, muito banal
No fundo se acham o novo messias, então se entregam
Jogam as suas merdas faladas em ventiladores, em rede nacional

Se matar e roubar é pecado, por que continuam?
Vivem da gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba
Se fortalecem da pobreza e por que continuam?
Pregam a humildade, mas humilham com a máscara da nobreza

Queria muito estar escrevendo uma poesia de amor
Pelo menos
Mas as vezes a fúria me consome com o pior sabor
Do veneno

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    Textos Egoístas

    Tenho textos em gavetas
    Alguns sem começo
    Outros sem meio ou fim

    Tenho textos amassados
    Que não joguei no lixo
    E ainda guardo pra mim

    Tenho textos que não escrevi
    Que somem com o tempo
    Em travesseiros e lençóis de cetim

    Tenho textos só meus
    Que não divido com ninguém
    Num quarto escuro, mas enfim...

    Não me importo!

    Liberdade Abraço

    Nossa liberdade é cantada e feliz
    É o adeus de quem quer ir
    É o orgulho de dizer - Eu que fiz
    É respirar pra tudo e sorrir

    A liberdade é saber que há o bem e o mal
    Que todo formato diferenciado é mais que igual
    Que a realidade do próximo é teu surreal
    Que é tudo tão assimétrico, mas nada é acidental

    A liberdade é aquilo que você acredita ser o melhor
    Mas também pode ser abrir os olhos e ver o que há de pior
    A liberdade é entender toda a beleza que há no suor
    As curvas que ela faz em sua vastidão ou em seu pormenor

    Posso falar de tantos sinônimos que chegarão ao que acredito ser liberdade
    Mas adoro ouvir seus antônimos onde nos abraçamos e matamos a saudade

    A Liberdade em um Abraço
    Me faz lembrar o quão forte é esse laço
    Mesmo longe em cada passo
    O quão forte me desmorono, me desfaço

    Em total recuperação...

    Corvos e Corujas

    O som das garças e da lagoa
    Dos galhos ao vento que ressoa
    O som das vozes vem e ecoa
    E do passo, que na grama entoa

    Sou meus delírios e deixo minha nave seguir
    Sem gravidade, apenas o vácuo e sua escuridão
    Sou o meu colírio e me desequilibro ao sorrir
    Refletido em sombras, concretos e a imensidão

    Sou pequena parte de quem nem passou por aqui
    Mas deixou suas palavras serem como rios
    Fluviais que correm como se não tivessem o fim
    Mas cortam as pedras de um coração febril

    Sou um labrador com a cara pra fora da janela
    Corro atrás de bolas e bicicletas
    Destruo os seus chinelos, bebo água das vielas
    E observo as suas saídas secretas

    Sou todas as vidas por onde andei
    Sou cada rabisco que desenhei
    Sou todas as canções que eu cantei
    E sou os devaneios que sonhei

    Nessa noite, ao som de corvos e corujas
    Onde o silencio limpa e desenferruja
    No espaço vazio, a nossa alma mergulha
    Onde podemos lavar toda roupa suja

    Simples assim, com um olhar
    Simples assim, com um sonar