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Trinta e cinco, quase seis

No ano passam meses e estações
Entre brisas leves e furacões
De várias surpresas ou decepções
Entre a inércia e as superações

Mas às vezes cabe um ano em uma semana
E tem vezes que a hora parece que não passa
Às vezes eu culpo o frio por eu ficar na cama
Ou é a chuva que inventa um cinema em casa

A verdade, é que eu amo ficar só 
Na companhia da minha mente, de meus guias 
De fazer barulho ao me silenciar
Passar o dia lavando a louça ou fazendo faxina

Estou onde posso ser quem sou
O meu eu, em todas as minhas versões
Portanto só deixo se aproximar
Aqueles que eu sinto ter boas intenções

Acendo vela pra São Jorge
Acendo para Santa Bárbara 
Rezo e peço para ser forte
E para o meu anjo da guarda

A verdade, é que eu amo ficar só 
Na companhia da minha mente, de meus guias 
De fazer barulho ao me silenciar
Passar o dia lavando a louça e fazendo faxina

Portanto só deixo se aproximar boas intenções para eu admirar
Apreciar como um por do sol, como uma inspiração
Principalmente aqueles que me trazem bandas novas para amar
E eu possa sempre ter uma nova conversa ou canção

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