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Após as Duas, nas Ruas

Meu vicio é o grave
Ritmo de quem fala aquilo que sabe
Em tiros de frases
Lírico aos lírios, delírios e impasses

A explosão na fé de mais uma mina
Meu pensamento que ninguém assassina
Mais um vinho vindo, de classe fina
Não se vinga, na sina que não se ensina

Desacreditar, nunca
Já passei das duas
Nas esquinas, na rua
Observando a Lua

Todos os sonhos que a mente projeta
Vou listando e transformando em meta

E sem pisar em cabeças
Fazendo com que aconteça
Pra que nunca esqueça
E seus olhares, sempre erga

Fiz um samba sem cavaco, só pandeiro
Poesias de um coração, de um brilho verdadeiro
Fiz de meu templo, danças de terreiro
Acreditei mais que ninguém, fui o meu guerreiro

Fui meu santo
Fui meu pranto

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