Pular para o conteúdo principal

Camaleão

Estamos amadurecendo
Não só de armadura, sendo
De modo lento ao vento
Vendo, vivendo, crescendo

E estamos em partes, partindo
Às vezes só, mas sorrindo
Sentindo aroma de vinho tinto
Degustar, extasiar labirintos

Distintos ao velejar, deixar guiar
Destinos ao vento, um desnortear

Não sabemos muito sobre as consequências
Mas temos uma consciência
O que deixamos ou fazemos com frequência
O que temos de convivência

As escolhas e os caminhos são apenas nossos
Em votos com a paz
Independente dos conselhos, sei do que posso
E do que sou capaz

Distintos ao velejar, deixar guiar
Destinos ao vento, um desnortear

(...)
Mas eu sei onde Eu quero chegar!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...