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Douros de Ipê

O nosso renascimento se faz diário
E a ressurreição algo que vai além da queda
O peito pulsa em sentido operário
Em alguns instantes, horário, lados da moeda

Os efeitos são destinos, nada concluído
Os defeitos são meninos, de asas no umbigo
Cada um com seu anjo interior perecível
Casas como castelos, sentinelas sem sentido

O norte muitas vezes aponta para uma escolha avessa
De quem até atravessa, mas se dispersa em conversas

Cabeças nas nuvens
Os seus pés não tão firmes no chão
Meninos ou homens
Todos cheios em alguma indecisão

E a grande lição de vida nem existe
Todo o ponto respirado é uma
Todos podem ser anjos ou demônios
Mas a escolha só pode ser uma

Resplandeça e cresça com essa semente da escolha
E que toda folha, alguém colha e não apenas recolha

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