Pular para o conteúdo principal

Douros de Ipê

O nosso renascimento se faz diário
E a ressurreição algo que vai além da queda
O peito pulsa em sentido operário
Em alguns instantes, horário, lados da moeda

Os efeitos são destinos, nada concluído
Os defeitos são meninos, de asas no umbigo
Cada um com seu anjo interior perecível
Casas como castelos, sentinelas sem sentido

O norte muitas vezes aponta para uma escolha avessa
De quem até atravessa, mas se dispersa em conversas

Cabeças nas nuvens
Os seus pés não tão firmes no chão
Meninos ou homens
Todos cheios em alguma indecisão

E a grande lição de vida nem existe
Todo o ponto respirado é uma
Todos podem ser anjos ou demônios
Mas a escolha só pode ser uma

Resplandeça e cresça com essa semente da escolha
E que toda folha, alguém colha e não apenas recolha

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...