Pular para o conteúdo principal

Cedência de Redenção e Gradação

Ando perdido pela estação
De um destino desconhecido
Sem condição ou condução
Peregrinação, olhar dividido

As folhas desenham o vento
Não caem de imediato
Um choro traz o nascimento
Histórias de um retrato

Nada é exatamente aquilo que se vê
No peso que se carrega em um sorriso
O desespero na serenidade à mercê
Ou a escuridão que se reflete no brilho

Todo olhar tem um Universo escondido
Inteiramente vasto em estrelas ou vazio

A visão embaça de vermelho
Não são lágrimas de sangue
O reflexo se perde no espelho
E não é nada, nem foi antes

Todo olhar tem um Universo expandindo
De estrelas cadentes, mundos explodindo

E com o passar dos anos você começa a perceber
Que na vida não possui conta de ciência exata
Sem prazo para devolver sua alma ou reconhecer
Que não é só tática, pois na prática há pro rata

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...