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Enforcados

Me sinto cheio ao lado do vazio
É muito peso e eu necessito descansar os meus ombros
Mas me sinto inteiro ao sombrio
Sei que preciso livrar-me de meus monstros, escombros

Os meus fantasmas, eu já expulsei
Mas quando a mala ficou cheia, foi preciso livrar-me das tralhas
E muitas coisas ao lixo, eu joguei
Mas nunca imaginei que seriam tantas coisas a não me fazer falta

Estou sempre renovando minha bagagem
Afinal, é longa essa jornada e essa viagem

O único presente que eu sinto que seja real
É o conhecimento
Mas até isso o tempo pede de volta no final
E ao firmamento...

Ninguém aqui é algo eterno
Então muitos se enforcam com o passar dos anos
Tomam seu próprio veneno
Que sai da própria saliva, em suas cordas de planos

E administrar o tempo me parece algo tão vago
Pois é como se eu jogasse várias vezes os dados

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