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Viagens no Templo

Lagos esquecidos
Avenida da Saudade
Jardim Primavera
Bairro da Liberdade

Quando desce na Consolação
Fica mais distante
Dia cinza de qualquer estação
Esquina do gigante

De Vila Rica à Praça da Piedade
Rua da Forca e Campos Elísios
Parque Ideal, Via das Majestades
Casa das Orquídeas no 3° Piso

Vou à vários lugares
Para esperar por alguém que nunca mais vai voltar
Subo vários andares
Pra chegar mais perto de quem não posso alcançar

Aquelas nossas músicas antigas fazem-me, o saudosista
Transportam-me ao lembrar de um tempo bom, na pista...

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Textos Egoístas

Tenho textos em gavetas
Alguns sem começo
Outros sem meio ou fim

Tenho textos amassados
Que não joguei no lixo
E ainda guardo pra mim

Tenho textos que não escrevi
Que somem com o tempo
Em travesseiros e lençóis de cetim

Tenho textos só meus
Que não divido com ninguém
Num quarto escuro, mas enfim...

Não me importo!

Liberdade Abraço

Nossa liberdade é cantada e feliz
É o adeus de quem quer ir
É o orgulho de dizer - Eu que fiz
É respirar pra tudo e sorrir

A liberdade é saber que há o bem e o mal
Que todo formato diferenciado é mais que igual
Que a realidade do próximo é teu surreal
Que é tudo tão assimétrico, mas nada é acidental

A liberdade é aquilo que você acredita ser o melhor
Mas também pode ser abrir os olhos e ver o que há de pior
A liberdade é entender toda a beleza que há no suor
As curvas que ela faz em sua vastidão ou em seu pormenor

Posso falar de tantos sinônimos que chegarão ao que acredito ser liberdade
Mas adoro ouvir seus antônimos onde nos abraçamos e matamos a saudade

A Liberdade em um Abraço
Me faz lembrar o quão forte é esse laço
Mesmo longe em cada passo
O quão forte me desmorono, me desfaço

Em total recuperação...

Corvos e Corujas

O som das garças e da lagoa
Dos galhos ao vento que ressoa
O som das vozes vem e ecoa
E do passo, que na grama entoa

Sou meus delírios e deixo minha nave seguir
Sem gravidade, apenas o vácuo e sua escuridão
Sou o meu colírio e me desequilibro ao sorrir
Refletido em sombras, concretos e a imensidão

Sou pequena parte de quem nem passou por aqui
Mas deixou suas palavras serem como rios
Fluviais que correm como se não tivessem o fim
Mas cortam as pedras de um coração febril

Sou um labrador com a cara pra fora da janela
Corro atrás de bolas e bicicletas
Destruo os seus chinelos, bebo água das vielas
E observo as suas saídas secretas

Sou todas as vidas por onde andei
Sou cada rabisco que desenhei
Sou todas as canções que eu cantei
E sou os devaneios que sonhei

Nessa noite, ao som de corvos e corujas
Onde o silencio limpa e desenferruja
No espaço vazio, a nossa alma mergulha
Onde podemos lavar toda roupa suja

Simples assim, com um olhar
Simples assim, com um sonar