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Se pudéssemos dizer tudo o que sentimos...

Parece confuso dizer que no escuro
Tudo fica mais claro
E se o bonito é cliché, torna-se nulo
Ao peito e ao disparo

Somos infames em meio a milhões
Mas os que nos conhecem, o que eles sabem de nós?
Somos protestantes em meio a sermões
Mas faríamos tudo igual se pudessem ouvir nossa voz?

Se pudéssemos dizer tudo o que sentimos...
Sairia desordenado, complexo ou riríamos?

Nós só saberíamos se falássemos
Mas é que o silencio muitas vezes toma conta
Supera a vontade e a nós mesmos
Dá um nó na garganta em formato de afronta

E com o tempo nós fortalecemos o nosso escudo
Deixamos a armadura impenetrável para lanças e serras
Nos protegemos ainda mais, indo pra trás do muro
Mas seríamos mais livres, se tudo não fosse uma guerra

Se pudéssemos dizer tudo o que sentimos...
Sairia desordenado, complexo ou riríamos?

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Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Fobias

As energias são intensas
E as colisões, imensas
As estradas são extensas
De quedas e sentenças

Não importa a quem pertença
Os olhares são a diferença
Podem ser a cura ou a doença
Entre ceticismos e crenças

Apenas vemos aquilo que queremos enxergar
Só vamos para onde nós queremos chegar
Só voltamos para onde nós queremos regressar
Somos zonas de conforto, a se acostumar

Sem confrontos quando queremos paz
E talvez a paz seja esse cegar
Onde há medo, você nunca vai lá e faz
Inerte e não inerente, vai alugar

Vai gastar, não gostar, se degastar...
E assim, não chegar a nenhum lugar

Soropositivo

Não finja ser feliz, apenas seja
Liberte-se do que lhe causa tristeza
Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

Não finja nada que não seja teatral
A arte de purificar e elevar o astral
Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

Essa de amor próprio até que parece difícil
Mas é mais simples do que observar o precipício
Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
Nunca saberá, se não tentar ver
E... Quantas chances terá para ser mais?
Nunca saberá, se não tentar ser