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Eu só queria saber o que me dizer...

Me dou bem com meu Nêmesis
Instalo o caos limpando do sorriso todo o veneno
Me dou mal com meu Gênesis
Não gosto de perceber o silencio, tremulo terreno

Sereno, não sou nem ao menos nascido em terreiro
Mas aprendi, acolhi e me tornei guerreiro
Pequeno que não aponta, mas costuma ser certeiro
E mesmo no vazio posso me sentir inteiro

Fui a semente jogada na terra
Que a chuva levou e brotou no meio de alguma outra colheita
Disseram pra eu ser de guerra
Mas creio que temos pouco tempo e a vala me parece estreita

Nossas diferenças são as que nos equalizam
Somos as ondas que se reverberam
Nossas luzes tentam, mas elas não sinalizam
Somos as ondas que mais se quebram

Se algum dia você sentiu que não era daqui
Talvez pensou igual a mim
Se achou maluco e percebeu estar fora de si
E talvez até fosse o seu fim

Mas somos ciclos e depois de todo fim, tem um começo
Não o recomeço, não confunda, pois tudo tem seu preço
(...)

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Imagine se as paredes pudessem revidar os socos

Existe a minha, a sua e a de muitos
Existe a absoluta e a que é baseada nos talvezes
Existe a que tanto guardei, meu luto
O que não existe é o pra sempre e sim, às vezes

Que não sejam apenas um hino religioso
Que não sejam apenas poemas de alguns versículos
Que não sejam apenas um teste rigoroso
Que não sejam apenas espalhadas, mas sim veículos

A verdade é a nossa inspiração e cópia
É o que nos falta e o que nos sobra
A verdade não está só em linhas tortas
É o que está no horizonte e na obra

Licença poética ou gírias de palavras antes, inexistentes
Dizem; Não me entenda mal, ou, não me entenda
Sentença fonética de línguas dadas à amantes, expoentes
Entre melhor que a encomenda e o que recomenda

Enfrente seus demônios ou os acolha
Onde você mais deseja estar
Nessa via de mão dupla e de escolhas
Pra onde decide ir ou voltar

Então, imagine se as paredes pudessem revidar os socos
Paciencia é uma raridade
Em um Universo onde confundem os diferentes e loucos
Massacram a moralidade

Onde masc…

Flanco

Pra ti pode até parecer tarde
E há quem retarde
Fazem-nos parecer covardes
E ainda dão alarde

Não é sobre o que vão dizer
Mas sim, sobre o que você irá fazer
E, não é apenas sobre o ser
Mas sim, do que está pra acontecer

Sobre todo o porque não respondido
De todo o seu adeus evitado
Sobre todos os seus fatos escondidos
Do desejo de ser revitalizado

O próximo passo de quem se ergue
E o abrir dos olhos de quem imerge

Muitos acordam e ainda está escuro
Ainda mais nesse horário de verão absurdo
Muitos deformam o que é conteúdo
Transformam a sabedoria em um vago culto

Mas oculto, onde ficam suas verdadeiras intenções
E nem toda lacuna precisa ser preenchida
A benção de amaldiçoados explodindo em canções
Em orações e corações sem não ter saída

Enfim, não se importem com aquilo que acontece ao seu redor
Quem te salva é a sua fé e não tem força quem te deseja o pior

Batalhas deixam cicatrizes
Mas nem sempre sobre nossa pele e nosso corpo
Temos diferentes diretrizes
E quem somos nós pra chamar…

Vil

Você está perdendo o seu tempo tentando ser alguém
Mas quem te olha, enxerga um Zé ninguém
Mentiras ditas com a verdade nas mãos e cheio de falso amém

Você está perdendo o seu tempo ensaiando sorrisos no espelho
Eles não mascaram sua embriagues e olhos vermelhos
Todos já estão sem paciência para ouvir os seus tais concelhos

Uma pena, que não se equipara com o seu coração
São pesos extremamente diferentes em exposição
E sua oração não te salva, não tem fé, não tem convicção

O que fala, o que sussurra e o que grita, só você acredita
E os conselhos para que reflita não estão nas escritas
Mas sim em uma visita não acolhida, de onde ainda és parasita

Não adianta dizer para você acordar ou crescer e aparecer
Já apareceu e com sua imagem, não sabe o que fazer
Não sabe quem é ou o que deseja ser...

Medíocre!