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Calma Calamidade

Personagens de nós mesmos
Alucinados com nosso desempenho
Maravilhados com o desapego
Geralmente em profundo desespero

Um prólogo, um sumário
Capítulo à parte ou em meia página
Previsões num calendário
De epifania, de inspiração e táticas

Traçando rotas na direção da Luz
Nos caminhos em que os galhos fazem
Sombras, vou para onde nunca fui
Flutuando nem à maré, nem à margem

Em minhas frases tão silenciosas
Escondido dentro de um mero acorde
Há um cálice cabisbaixo à prosas
Tons menores simbolizam a sua dose

Um brinde pra ninguém
Em direção ao copo ausente
Estreito é o mal e o bem
Na intenção ainda pendente

Na sarjeta, na guia, a solidão do homem na esquina tão repentina
Tão repetida e se não fosse tão nítida, mas se não fosse tão minha

Seria de quem?

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