Pular para o conteúdo principal

Só mais uma canção

De repente tudo vira canção
O que vem da mente ou o que vem do coração
Todo o tédio ou preocupação
Aquilo que possamos chamar de ação e reação

Toda conta em fração
Toda raça em nação
Todo ódio em paixão
E cidade em cidadão

O carro em alta velocidade na curva
A criança se equilibrando na calçada em dia de chuva
O frio, a noite, as suas mãos e as luvas
Todo contraste de um vinho, seu teor de álcool e uva

Toda sapiência e loucura
Toda a doença e a cura
Toda castidade e luxúria
Toda paciência e fúria

E tem mais
Guerra e paz
A moça e o rapaz
O faminto e o voraz
O impossibilitado e o capaz

E tem muito mais
No horizonte que se faz
E que todo dia se refaz
Seus valores reais
O que deixou pra trás
E que o tempo não traz
Onde a veemência se desfaz

E tem muito, mas muito mais
Até perdi assimetria perspicaz
Raro momento de não ser sagaz
Onde a razão se vai
Onde o orgulho cai
E quem se levanta, observa o cais
Em busca de algo mais

Mais uma canção

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...