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Teatro dos Vermes

Um verme arrasta o Rasta
De agressividade vasta
Toda a sua arte se espalha
Lá se vão chutes e tapas

De argumentações fracas
Eu e mais ninguém pudemos fazer nada
Abre aspas, próxima etapa
Só por portar farda, se acha parte da nata

Mas vai coalhar igual a todos, seu babaca
Assim, virar raiz no jardim do adeus
Em qualquer canto de uma dessas praças
Nunca é tarde para buscar um Deus

Abuso de poder
Está confuso e maluco a apodrecer
E pode até ser
Que um dia venha a se arrepender

Tente pedir seu perdão
Pois usa farda do herói de crianças nobres
Reflita, faça a reflexão
E mude o olhar das outras crianças pobres

Deixe de ser verme para ser tratado com respeito e não com medo
Fecham-se as cortinas e sabe quem vai te aplaudir? Não é segredo!

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