Pular para o conteúdo principal

Boa Esperança

Tem coisa que não se compra
Assim, como tem coisa que não se vende
É o que muitos não entendem
Quem não olha pros lado, olha pra frente

É por isso que um rico não entra no paraíso
Eles não entendem tudo isso
O que pra muitos é mais que compromisso
E nas ruas, não fica omisso

É sarau para sarar os infectados pela escravidão
É diversão como lição e poesias como coligação

Matando a fome da mente
Saciando a miséria que há na alma e no espírito
Tornando-se elo da corrente
Plantando sementes entre as harmonias e ruídos

A batida e o groove
Do samba e da bossa, ouça
Não ser mais do sub
Ao subir toda a nossa força

Influenciado na poesia marginal
Bonanças ao temporal e ao vendaval
Memorial, não mais um serviçal
Vencendo o desigual, sendo especial

Um material mais que original
Colossal na horizontal e vertical
Fazendo o integral, o habitual
Minha catedral corporal, castiçal

Fé muito mais que regional, ao ser nacional
E assim, então, enfim
É muito mais que selecionar, ao ser cordial
Bem vindos ao Jardim

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...