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Conchas sem o Som do Mar

Nosso corpo pede prazer
E nossa alma, divisão
Uma soma com você
Em resultado de multiplicação

Pecado é tentar ser feliz na solidão
De tomar sozinho
Um gole ou uma dose de decisão
Taça barata de vinho

Vai se embriagar
Mas nunca matar a sua sede
Vai se enfeitar
Precisando de um sorriso verde

Todos os Nós em linhas tênues
De sonhos vividos e sonhos sofridos
Surreais de pesadelos, às vezes
De sonos dormidos, insonoros feridos

Dormindo acordado
Ou andando de olhos fechados
Sonambulo aos dados
Perambulo, errante aos jogados

Vemos horizontes nos olhos
E temos um céu na boca
Andamos em caminhos tortos
E eu amo sua voz fina, roca

(...)
Do amanhã, ser
E do amanhecer

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