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Teimosos

Não temos tudo que queremos
Nesse exato momento
São os termos ao que teremos
Cada um à seu tempo

O esperar e o se operar
São nossas forças ou fraquezas
O espreitar, o despertar
São todas penúrias ou riquezas

Reféns de nossas escolhas
Ficamos nos perguntando
De onde tiramos essa força
Ficamos nos perguntando

As repostas não vem com o vento
Não estão nos embaralhar dessas cartas
As respostas chegam com o tempo
Mas elas nos dão o abrir de novas aspas

Novo ciclo de questões, perguntas
Vamos deixando nossa essência ou vamos nos limpando de impurezas?
Livres na paz ou presos em fúrias
Vamos deixando nossa essência ou vamos nos limpando de impurezas?

Lótus também podem nascer em terras inférteis
Assim coma água vira vinho e vinho, vinagre
Mesmo assim abrilhantam alguns olhares infiéis
Dividir o mar e andar sobre o lago, milagres

Se não você não acredita em nada
Ao menos que acredite em ti
Se não dormir com contos de fada
Ao menos acorde para sorrir

Não que isso seja tão facilmente supremo
É que nós já vivemos de teimosos mesmo

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