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Antunes

Quantas poesias a tristeza já me trouxe?
Em quantas teorias imparciais eu já me perdi?
E de escória em escória, há quem fosse
Remendos em remendos das vezes que sorri...

Não sou a cura de seu porre, eu nem ao menos tento
Não busco a cura de minhas neuras e deixo ao vento

Das vezes que a solidão me pareceu a melhor companhia
Coloquei nossas musicas antigas em meu bolso e saí 
Das vezes que a multidão se fazia de silencio em sinfonia
Era como um clipe cinza de bandas grunges pra mim

Óculos escuro e protetor solar de uma Terça qualquer
Observo o homem em sua cadeira de bar
Olhando pra nenhum lugar, talvez vazio, talvez cheio
Tão solitário e todos ao redor a conversar

O que se passa em cada Universo, nem dá pra saber
Não sei nem o que se passa no meu ou como proceder

Nem deu tempo de ler meu horóscopo hoje...

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Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Fobias

As energias são intensas
E as colisões, imensas
As estradas são extensas
De quedas e sentenças

Não importa a quem pertença
Os olhares são a diferença
Podem ser a cura ou a doença
Entre ceticismos e crenças

Apenas vemos aquilo que queremos enxergar
Só vamos para onde nós queremos chegar
Só voltamos para onde nós queremos regressar
Somos zonas de conforto, a se acostumar

Sem confrontos quando queremos paz
E talvez a paz seja esse cegar
Onde há medo, você nunca vai lá e faz
Inerte e não inerente, vai alugar

Vai gastar, não gostar, se degastar...
E assim, não chegar a nenhum lugar

Soropositivo

Não finja ser feliz, apenas seja
Liberte-se do que lhe causa tristeza
Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

Não finja nada que não seja teatral
A arte de purificar e elevar o astral
Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

Essa de amor próprio até que parece difícil
Mas é mais simples do que observar o precipício
Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
Nunca saberá, se não tentar ver
E... Quantas chances terá para ser mais?
Nunca saberá, se não tentar ser