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Castelo de Gelo (parte 2)

Silencio e você sabe disso
Não tem destino incerto
Discreto e você sabe disso
Decreto que és concreto

Mas e a força das palavras
As honras em medalhas no peito
Mas e a marcha pra batalha
Nas linhas de frente que enfrento

Saber o que dizer
Mas não saber como
Saber o que vencer
Mas não saber como

Em minha insônia da calada
Minhas poesias em vão amassadas
O que era teu e sobrou nada
Sobre refazer a canção fracassada

Tiveram outros nomes
Tiveram outras almas
Mas só tu és uniforme
Mas só tu foi escalda

Onde a ferro e fogo tornei-me a espada
O escudo e a armadura
Devasto caminhos ao tornar-me estrada
Horizonte sem pintura

Hoje eu deixo a noite me abraçar
Desabafo com todos os meus demônios
Eu deixo a escuridão me iluminar
Desmascaro todos os infames sinônimos

Calo-me com o meu despertar
Meu relógio atemporal vem me acordar
As ondas chegam de outro mar
Das conchas de minhas mãos, o sonhar

Distraído com a paixão
Seguei mente e coração

Era bom pensar o dia inteiro numa pessoa só
Incansavelmente sorrir para o tudo e para o nada
Era bom pensar o dia inteiro numa pessoa só
Era, mas agora é apenas a cicatriz dessa flechada

A decoração é algo solido e frio
Já evaporou, já choveu
Na fase congelada desse meu rio
Castelo que adormeceu

Entre seu Inferno e meu Inverno Astral, continuo tentando...

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