Pular para o conteúdo principal

Melindre e Esmere

Queria falar das flores, suas cores e perfumes
Mas, algumas são cheias de espinhos e venenos
Queria falar do horizonte, de sonhos e futuros
Mas o que está distante, não está em seus dedos

Aquilo que não se guarda, é algo que se perde
Desaparece sem deixar pista
E creio que a confiança seja um mero presente
É algo que não se conquista

Nem ao menos se reconquista ou simplesmente se caça
Queres a paz, então que você mesmo a faça
Nem tudo que brilha é taça ou nem todo olhar é ameaça
Sobre a esmola ser demais ou nem de graça

Sei que o menos é mais
E quem fala demais, eu nem paro pra ouvir
Sei que o menos é mais
E que eu jamais deixo de parar para refletir

Gosto dos mínimos detalhes
E de contrariar as suas informações
Não observo muito os lugares
E te contaria todas minhas infrações

Mas ainda não assumo o compromisso
De tirar horas de prosas ou para fazer novas amizades
Muitas vezes desconfiado, sou omisso
Embora eu tente em sonora desconstruir essa realidade

Sou de natureza melindre e esmere

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...