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Cruzeiro do Sul

Somos cheios de linhas tênues
Entre o arriscar e a insegurança
Somos cheios de linhas tênues
Entre todas ilusões e esperanças

Desabafa, desaba ou deságua
Reprimido e é nítido que está destruído
Diz, abafa, mas não diz nada
Observa tudo enquanto embaça o vidro

A verdade pode até te machucar
Mas é totalmente libertadora e criadora
Onde a paranoia pode complicar
Entre mentes vencedoras e acolhedoras

A sua fé o curou
Somos os nossos anjos e demônios
O seu lobo uivou
Somos feitos de coração e neurônios

Ainda ouço mil vozes
Que me contam mil histórias diferentes
Entre mansos e ferozes
O meu Eu interiormente e inteiramente

Ao que é se descobrir ou se destruir
Se contém para não ter que explodir

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