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Acalento e Partilha (Lua de Sangue)

O mundo não é Plano
E em nossos sonhos não tinham as Quedas
É um caminho Cigano
E se engana o que não acredita nas Trevas

Se guiando e se re-guiando
Desviando e assim recriando

É tanta felicidade estampada numa máscara
Que até acreditamos que teu sorriso é verdadeiro
Perdão não se dói, se doa numa atitude rara
Tudo o que plantamos nascerá após um nevoeiro

Em nosso terreno de Sol e Chuva
Ou no terreiro observando só, a Lua

E é tanta maldade que nem dá para acreditar
Oramos por paz, quase que unanimes e solitários
É doar ou sair do ar, saudade não é minimizar
Sangramos como a Lua por trás do céu operário

Que é arbitrário em neblina a esconder
E é apenas um céu vermelho a aparecer

A beleza está na natureza
Nem toda nobreza está na realeza
E nem toda dureza, na frieza
É na pureza que se enxerga clareza

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