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Café e Cachos

Meu tesouro era uma menina
Hoje me faz sina
Um sinal de luz em neblina
Quem se fascina

Sou eu, por ti guria

Se encontra sempre em minhas rimas
Dói, eu não quero tomar vacina
Mas é pra sarar dessa nossa cafeína
Tomo quando começa e termina

O dia, que se determina

Vício natural
Alguém pra amar e sal
Delírio final
Salva o mérito infernal

Girassóis de caracóis
Em nós, todos os faróis

Aperto os passos quando eu te vejo
São os desejos pelos seus beijos
És minha força externa de guerreiro
Por teus acalantos, não fraquejo

Todo dia eu não vejo a hora de ir embora
Só quero o café de quem será minha senhora

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