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Casa de Mármore

Era a sinfonia que invadia
Na linha estrondosa da mente que se abria
Era a cristalina que sorria
Lançava o olhar, me paralisava e me tremia

Era o arrepio da alma
Que me levava da calma ao caos em segundos
Era seu lábio e sua fala
Me tirava da sala e me arrastava ao seu mundo

Era a ilusão em paisagem
Filmes que passavam numa velocidade descomunal
Era a delusão da viagem
Ansiava e abraçava-me, deitava e eu passando mal

Não era bom sinal
Era parar o meu coração
Talvez fosse o final
Da droga de uma paixão

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