Pular para o conteúdo principal

Sétimo Andar, é Péssimo Andar...

Um tanto preto e branco,
Com detalhes cinzas.
Seu pranto nada franco,
Em gavetas vazias.

Os retratos escondidos,
Quadros enfeitando as armadilhas.
A janela e o fosco brilho,
Ofuscam reflexos de suas mentiras.

Ditadas na Tela,
Astros distantes em constelações próximas.
Rifadas na Vela,
Diante e adiante por suas colisões remotas.

Ouço aos conselhos
E queimo as profecias.
Senhores do espelho
De dedicadas poesias.

Algumas que eu amaço,
Ao tremular em visões.
Algumas eu nem abraço,
A fugir de suas ilusões.

E de todas as minhas linhas,
Adeus carretel.
Sem detalhes aqui de cima,
Próximo ao céu.

Às vezes fico aqui
Esperando a criança voltar.
Ao dançar, cantar
E sonhar sem se preocupar...

Com o que vão pensar
Ou até mesmo, falar (...)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...