Pular para o conteúdo principal

Dorme Guria, Deixe-me Fazer Silencio

Que o medo não seja esse laço
 A se apertar em nós
Nós que conhecemos o fracasso
Não estaremos a sós

Tenho referencias mortas
Mais vivas que os próprios vivos
Tenho essas leis impostas
Tão burláveis aos nossos motivos

As estrelas estão lá a nos fazer imaginar
Os príncipes, os guerreiros, os castelos e seus dragões
Deuses e heróis a brilhar e assim cintilar
Mais forte em ataque contra a defesa do rei, dos leões

O som da moeda ao cair
Os olhares que apontam a ajuda ou a falsa astúcia
As locomotivas sem sair
O abraço maior, um pesadelo, a ursa e sua pelúcia

Tenta dormir guria, eu já cansei as minhas histórias
Deixarei as luzes do corredor entrarem pela sua porta

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...