Pular para o conteúdo principal

Em Frente à Televisão Desligada

Decepção
É esse medo de falar o que sinto
Redenção
Reflito, tenho escrito e tenho dito

Mas só que, em silencio
Pois tem algo que me impede de te fuzilar de flores
Eu sinto a brisa do vento
Ouço todo consciente e todo coeficiente das dores

Só eu sei como que foi cada final de meus amores
E por mais que tenham se perdido todos os valores 

Ainda olho pra ti como se eu fosse uma criança
Te admirando em temperança
Ainda que eu esteja embriagado em esperança
Em meu peito há desconfiança

Eu tenho esse medo, do seu olhar apenas atuar
Mesmo assim, desejo o teu corpo para me tatuar 

Ah... 
Como preciso falar com você
Ah...
Eu simplesmente preciso te ver

Que loucura esse ciclo de vícios
Cheio de tantos inícios e reinícios

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...