Pular para o conteúdo principal

Senhor, muito Obrigado!

-Moço...
Em que ponto desço na Estação Cultura?
Não sou daqui
Mas eu já ouvi falar de suas pinturas

"O moço com candura
E um terno de ternura...
Respondeu sem postura,
Com as mãos na cintura"

-Menino, procuras uma aventura?
De tintas e texturas, nessa selva de loucuras?
Toda poesia se pondera aos pão-duros, sem molduras
Aos quadros, aos quartos, às filas e às firulas
Pilulas, enfarto-te de farturas, mas é ali...
Após a Esquina das Amarguras

Onde a ferrugem e a fé ruge, limpam-te de torturas
O homem de lata sem coração e o que se dilata em expansão
Teatro Mágico com pouca tinta, ainda em misturas
Voltam e se revoltam como Fênix, de Gênesis de sua recriação

Apocalipse de uma nova canção
Ao teu ateu que atua à tua oração

"O menino respondeu em seu confuso estado"
-Senhor, muito Obrigado!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...