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Eu que não gosto de andar sem rumo, saí para respirar

Por aí
Amando e sendo amado
Levando e sendo levado

Por aí
Somando e sendo multiplicado
Trombando e sendo tomado
Em tromba d'água, tornado

Por aí
Sem rumo

É tão decepcionante quando olhamos
Todo o vazio em que já pisamos
Com tudo o que acordados, nós sonhamos

Demorei muito para largar a Simetria
Desenhei poesias e teorias belas
Vivenciei minhas canções em favelas

Larguei a busca pela perfeição
E eu apenas mudei minha opinião
Aceitei todo argumento de atalho e opção
Mas só eu escolhi e fiz minha direção

Falei tanto de evolução
Que eu precisei sentar à beira da estrada
Para me satisfazer de tal ação e reação esperada

Olhei para a Lua e agradeci
Abri os braços para a Chuva e não me recolhi
Não corri, apensa senti, sem ti

Que onde quer que esteja, sei que também sentiu

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