Há dores insuportáveis que vão além de um machucado
Não se enxerga na superfície e nem é algo muscular
Há cicatrizes que apenas você saberá onde está alocado
Às vezes volta a doer e nenhum remédio faz passar
Mas são coisas que nós temos que lidar
Precisamos enfrentar, cuidar e combater de alguma forma
E são estigmas que o tempo tentar curar
São chagas dentro da sua casa que carece de uma reforma
Sem trocar todos os seus pilares de sustentação
Mas entender que um dia eles também se vão
Sem deixar que seja em vão e receber a benção
Entender a lição e se reconstruir após punição
Sou um pecador sem religião e isso é tão confuso
Sei das regras e tenho as minhas, abaixo o escudo e a espada sem atacar
É um TOC de criar pontes e raramente criar muros
Mas é aí onde me machuco e percebo que também necessito me afastar
Eu me protejo do frio, me silencio e tento não me expor
Pois eu sei que a única coisa que eu sei entregar é o calor
Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...
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